12 Junho 2009

Pirenópolis – cidade locação para o meu primeiro DVD






Pirenópolis é uma das principais cidades históricas desse meu Goiás. Foi fundada em 1727 por Urbano do Couto Figueiredo, companheiro do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva. Seu nome inicial era Nossa Senhora do Rosário de Meia-Ponte.

A mudança de Meia-Ponte para Pirenópolis é atribuída ao Padre Antônio Justo Machado Taveira. Esse nome foi dado por um espanhol saudoso de sua terra natal, que comparava as belas serras da região aos Picos dos Pireneus, estabelecidos na Europa. Por isso Pirenópolis – cidade dos Pireneus.

O músico mais antigo da região que se tem registro é o Vigário da Vara José Joaquim Pereira da Veiga. Constam nos registros da cidade duas de suas composições, pequenas peças. Nascido em 1772, ordenou-se no Rio de Janeiro em 1799. Foi nomeado vigário geral e governador da Prelazia de Goyaz e, posteriormente, vigário da Comarca Eclesiástica de sua terra. Além de professor de música, lecionava também latim e desenho.

Outra figura de grande relevância para a história da cidade é o artista plástico e escultor José Joaquim da Veiga Valle, nascido em 1806. De família simples, mas de projeção local, não freqüentou ensino formal e acredita-se que tenha começado a conceber sua obra no fértil ambiente artístico e religioso em que vivia. Em 1837 foi eleito vereador e em 1841 mudou-se para a cidade de Goiás, a convite do então presidente da Província, José Rodrigues Jardim, com a função de dourar os altares da matriz da capital. Veiga Valle constituiu por esposa Joaquina Porfíria Veiga Jardim, filha do presidente, com quem teve oito filhos.

Foi na cidade de Goiás que sua obra despontou, tornando-se um dos mais ilustres artistas sacros do país ao lado de Aleijadinho, na região das Minas Gerais. Fiel seguidor da estética cristã, fez apenas uma obra profana: um nu artístico, inacabado, que mede 25cm. Toda sua obra foi produzida de 1820 a 1873, com ajuda de seu filho Henrique, única pessoa a quem transmitiu seus conhecimentos.

Veiga Valle morreu em 29 de janeiro de 1874, sem sair da província de Goiás. O reconhecimento de sua obra veio apenas a partir de 1940, quando seu trabalho passou a ser exposto e debatido fora do estado natal.



Pirenópolis é uma cidade de grandes belezas. Por essas profundas ligações históricas com o meu estado, e trazendo marcas dos meus antepassados é que eu a elegi para ser o cenário do meu primeiro DVD, a ser gravado em início de 2010. Estamos trabalhando nos projetos de pré-produção e já podemos vislumbrar a riqueza que será esse trabalho.

A equipe que está se debruçando sobre esse projeto conta com as importantes figuras de Jader Gudin, Davi Julião, Olemir Cândido, Carlos Adriano Foizer, Márcia Pacheco, Luiz Volcov (um dos maiores incentivadores na concepção desse trabalho), Cláudia Barbosa, Leo Barbosa, entre outros. Contamos ainda com o apoio e colaboração do Sr. Gedson Oliveira, digníssimo Secretário de Cultura de Pirenópolis e o casal Toninho e Telma, simpaticíssimos proprietários da Fazenda Babilônia, uma das mais antigas da região (fundada em 1792).

É só aguardar, pois coisa boa vem por aí.

27 Abril 2009

plataforma


Tem um vídeo novo meu no Plataforma: "Aprendendo a vida"


Muito bom o trabalho desse pessoal!!!

13 Abril 2009

CARTA DO SOM DO CÉU

O Acampamento Som do Céu completou a sua 25a edição nesse mês de abril, feriado de Semana Santa. Os músicos e demais artistas ali reunidos puderam debater dois temas bastante pertinentes e elaborar, como fruto dessas discussões, uma carta chamada CARTA AO SOM DO CÉU, que reproduzo logo abaixo.
Esperamos que ela sirva de diretriz para muitas das igrejas locais e artistas cristãos que, como nós, desejam servir ao Senhor de todo o coração, toda alma e todas as forças.

Vamos à carta...




CARTA DO SOM DO CÉU

Nós, músicos, artistas e líderes eclesiásticos, cristãos, vindos das variadas regiões brasileiras, estivemos reunidos entre os dias 6 a 12 de abril de 2009, no Acampamento da Mocidade Para Cristo do Brasil, dias de comemoração dos 25 anos do Som do Céu, para discutir dois temas principais: “A música e os músicos na igreja” e “A igreja como promotora de cultura”.
Agradecemos a Deus pelos dias de comunhão fraterna entre nós e pelo privilégio de ouvi-lo entre as vozes pastorais e proféticas que ecoaram em nosso meio. Reconhecemos que a música cristã tem ocupado um espaço significativo em nossos dias, tanto na igreja como na sociedade em geral. No entanto, observamos que nem sempre essa participação tem sido consistente e coerente com a Palavra de Deus – nosso referencial maior – nem rendido glórias ao Senhor da Igreja. Desejamos, portanto, apresentar à Igreja brasileira a “Carta do Som do Céu”, sintetizada em 25 pontos, que resume nossas inquietações e propõe ações práticas à Igreja de Cristo Jesus, nesse princípio de século XXI:
1. O artista cristão deve desenvolver o seu dom criativo e submetê-lo exclusivamente aos valores da Palavra de Deus;
2. Cremos que a arte, na perspectiva da graça comum, é um presente dos céus a toda humanidade e não está restrita aos cristãos;
3. Desejamos que haja coerência entre a vida, o ministério e a profissão do artista cristão, cujo discurso deve estar aliado à sua prática;
4. Esperamos que o artista cristão busque servir a Deus e à sociedade com excelência e integridade, dedicando-se ao desenvolvimento dos talentos e dos dons recebidos do alto;
5. A igreja precisa estar atenta ao artista cristão como parte do rebanho de Deus e dar a ele a atenção devida, despida de preconceitos, e oferecer-lhe pastoreio e discipulado, objetivando a sua formação espiritual e ética;
6. Esperamos que o artista cristão esteja envolvido em uma igreja local, servindo-a e amando-a como Corpo de Cristo. Deve ser rejeitada toda e qualquer tentativa de desenvolvimento de uma fé individualista e distante da comunidade;
7. Reafirmamos que a elaboração de textos e letras deve ter embasamento nos valores da Palavra de Deus;
8. Comprometemo-nos a dedicar atenção e reflexão às canções que são introduzidas no culto de adoração e nas demais atividades da igreja, buscando um repertório equilibrado e consciente e evitando, de todas as formas, que heresias e desvios teológicos adentrem sutilmente em nossas comunidades;
9. As igrejas, as instituições de ensino teológico e os artistas cristãos devem combater o ensinamento equivocado e amplamente difundido de que louvor e adoração restringem-se à musica, ensinando, por demonstração e exemplo, que se trata de um estilo de vida que envolve todas as áreas da nossa existência e que a música, assim como outras formas de arte, é expressão legítima de louvor e adoração;
10. A igreja deve agir como facilitadora na adoração e abrir espaço para que todos expressem seu louvor a Deus;
11. Esperamos que o músico cristão busque e desenvolva a santidade, vivendo uma vida piedosa, tanto no serviço prestado a Deus na igreja, quanto fora dela, em sua atividade profissional;
12. Rejeitamos a dicotomia que faz separação entre o sagrado e o secular e cria espaços estanques na vida do cristão. O Senhor Jesus é soberano e governa todas as instâncias da vida, e, por isso, devemos somente a ele a nossa fidelidade, agradando-o em tudo e rejeitando tão-somente o que ofende a sua glória;
13. A Igreja não se pode esquivar de sua responsabilidade diante da cultura na qual está inserida; deve mentoriar a reflexão e a prática de uma teologia de arte e cultura;
14. Incentivamos as igrejas a abrir suas dependências para a realização de eventos culturais como exposições, mostras, cursos, saraus e outras atividades visando à educação, à divulgação e à aproximação da sociedade;
15. Mesmo entendendo que todo trabalho na igreja é voluntário, podemos honrar com sustento ou remuneração aqueles que se dedicam ao ministério musical, se a comunidade disponibiliza de recursos para tal;
16. Entendemos que nossa arte deve encarnar uma voz profética e manifestar em seu conteúdo os valores do Reino;
17. Recomendamos que as igrejas promovam encontros de reflexão sobre a utilização das artes no Reino de Deus, capacitando os artistas para a realização de seu trabalho;
18. Incentivamos os músicos a expressar em sua arte a beleza de Deus por meio de uma contextualização e diversidade musical;
19. Reconhecemos o caráter essencialmente transformador e questionador da nossa arte e não cremos que ela deva estar a serviço do mercado;
20. Muito embora os artistas cristãos não se devam render aos senhores da mídia, tornando-se reféns desta, podem utilizar de maneira ética os meios de comunicação como canal para a divulgação de sua arte, proclamando, assim, o Reino de Deus;
21. No que se refere ao relacionamento entre os músicos e a liderança eclesiástica, encorajamos o diálogo, o respeito e o reconhecimento mútuo de seus ministérios como algo dado por Deus;
22. Incentivamos que os artistas cristãos busquem perante o Estado e a iniciativa privada recursos para a promoção de sua arte por meio de leis de incentivo à cultura, editais para financiamento de projetos culturais etc.
23. Encorajamos as igrejas a investir na educação e na formação de artistas;
24. Propomos que as igrejas e as instituições de ensino teológico incentivem as diversas manifestações artísticas e não somente a área musical;
25. Compreendemos que o ofício de artista é legítimo como tantos outros, podendo ser exercido pelo artista cristão no mercado de trabalho e devendo ser apoiado e incentivado pelas comunidades cristãs.

São Sebastião das Águas Claras, 9 de abril de 2009.

Assinam:

Debatedores:

Aristeu de Oliveira Pires Junior – Canela (RS)

Carlinhos Veiga – Brasília (DF)

Denise Bahiense – Rio de Janeiro (RJ)

Erlon de Oliveira – Belo Horizonte (MG)

Gladir Cabral – Florianópolis (SC)

João Alexandre Silveira – Campinas (SP)

Jorge Camargo – São Paulo (SP)

Jorge Redher – São Paulo (SP)

Marcos André Fernandes – Garanhuns (PE)

Marlene F. Vasques – Goiânia (GO)

Nelson Marialva Bomilcar – São Paulo (SP)

Paulo César da Silva – São José dos Campos (SP)

Romero Fonseca – Goiânia (GO)

Rubão Rodrigues Lima – Brasília (DF)

Sérgio Paulo de Andrade Pereira – Ribeirão Preto (SP)

Wesley Vasques – Goiânia (GO)

Demais participantes:

Alfredo de Barros Pereira – Brasília (DF)

Andréa Laís Barros Santos – Maceió (AL)

Aracy Clarkson Ferreira – Rio de Janeiro (RJ)

Armando de Oliveira – Salvador (BA)

Bruno Leonardo Alves da Fonsêca – Garanhuns (PE)

Caio César da Silva Pereira – Brasília (DF)

Carolina Gama – Campinas (SP)

Carolina Lage Gualberto – Belo Horizonte (MG)

Cláudia Barbosa de Souza Feitoza – Brasília (DF)

Danielle Martins Lima – (MG)

Davi Julião – São Paulo (SP)

Dora Bahiense – Florianópolis (SC)

Elecy Messias de Oliveira – Goiânia (GO)

Fábio Cândido de Jesus – Anápolis (GO)

Felipe de Freitas Hermsdorff Vellozo – Niterói (RJ)

Francely F. Barbosa – Anápolis (GO)

Glauber Toledo Plaça – São Paulo (SP)

Gleice de Oliveira Vicente Cantalice – Maceió (AL)

Guilherme e Alessandra Fontes Vilela Carvalho – Belo Horizonte (MG)

Guilherme Praxedes – Belo Horizonte (MG)

Hadassa de Moraes Alves – Viçosa (MG)

Irineu Santos Junior – Belo Horizonte (MG)

Isabella Sarom Sabino Honorato – Anápolis (GO)

Ismael S. Rattis – Brasília (DF)

João Carlos Pereira Junior – Vitória (ES)

Jocemar “Mazinho” Filho – Recife (PE)

Jônatas de Souza Reis – Belo Horizonte (MG)

Karen Bomilcar – São Paulo (SP)

Leonardo de Azeredo Peclát – Goiânia (GO)

Leonardo Rodrigues Barbosa – Brasília (DF)

Lidiane Dutra da Silva – (MA)

Marcel Martins Serafim – Jacareí (SP)

Marcelo Gualberto da Silva – Belo Horizonte (MG)

Márcia Pacheco Foizer – Brasília (DF)

Marilda Redher – São Paulo (SP)

Marivone Lobo Pereira – Ribeirão Preto (SP)

Pedro Barbosa de Souza Feitoza – Brasília (DF)

Rafael Ribeiro Santos – São Paulo (SP)

Renata Telha Ferreira – Rio de Janeiro (RJ)

Roberto Cândido de Barros – Curitiba (PR)

Selma de Oliveira Nogueira – São Paulo (SP)

Silvestre Moysés Loyolla Kuhlmann – São Paulo (SP)

Stênio Március – São Paulo (SP)

Talita Estrela R. Martins – Belo Horizonte (MG)

Vânia Sathler Lage – Belo Horizonte (MG)

Walma Oliveira – Rio de Janeiro (RJ)

30 Março 2009

Novo acordo ortográfico


20 Março 2009

Pedofilia e aborto

Jasiel Botelho é muito bom! Como sempre, ágil e sem perder o tempo da bola, deu a sua opinião cheia de humor sobre a polêmica pedofilia x aborto.


14 Março 2009

pelas estradas desses brasis se espalha...


O Pelas Estradas desses Brasis vai rodar algumas capitais brasileiras nesse ano:

Em Belo Horizonte: dia 8 de abril Carlinhos Veiga e banda convidam Telo Borges, Stênio Március, Expresso Luz e Rubão. Será no Som do Céu 2009;

Em Teresina: dia 11 de julho, Carlinhos Veiga convida Rubão.

Em São Luís do Maranhão: dia 16 de julho, Carlinhos convida Rubão.

E no segundo semestre retorna o projeto na Sala Funarte em Brasília.

12 Dezembro 2008

O Eterno entre nós


Sabemos que a data na qual comemoramos o Natal é fictícia e de valor simbólico. É praticamente certo que Jesus tenha nascido num outro dia, que não o 25, num outro mês, que não o de dezembro, e num outro ano que não o ano 1 d.C. (ou o ano 0). Muitos historiadores se ocupam em estudar a possível data do nascimento. Sabe-se, porém, que o dia 25 de dezembro foi determinado como a data do natal por questões de proselitismo religioso. Em 221 d.C. o historiador cristão Julius Africanus definiu esse dia, pois nele era celebrado o culto ao deus persa Mitra, que ganhou dos romanos uma data de celebração especial: o Festival do Sol Invicto. Como a igreja cristã da época tinha interesse em angariar novos fiéis, acabou por incorporar o 25 de dezembro ao seu calendário.

Mas, apesar das evidências contrárias às comemorações do Natal, não podemos nos deixar levar por questões que ofuscam a importância da vinda de Jesus Cristo ao mundo. Mais importante do que sabermos a data real do evento, é reconhecermos o fato concreto do evento. Jesus nasceu! “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). Sua vinda, dentro da trama espaço-tempo, foi meticulosamente estabelecida pelo Pai: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos” (Gálatas 4.4,5). Quando Cristo Jesus nasceu, o mundo havia sido preparado para recebê-lo. Os fatos históricos foram cuidadosamente arranjados. Cristo veio na plenitude do tempo.

Vários profetas que antecederam a Jesus já prediziam, com riquezas de detalhes o seu nascimento. Por exemplo, Isaías, que viveu 700 anos antes, um profeta do Palácio do rei, dizia que Jesus nasceria de uma virgem (Is 7.14). Miquéias, contemporâneo de Isaías, que vivia no campo, revelava que o Filho de Deus nasceria na pequena e insignificante Belém (Mq 5.2), uma cidade que tinha uma população aproximada de 400 pessoas na época do advento. Zacarias, o profeta posterior ao exílio babilônico, por volta do ano 520 a.C, dizia que o rei viria justo e vitorioso, porém humilde e montado num jumento (Zc 9.9). Riqueza e glória, humildade e pobreza – que contraste!

E assim nasceu Jesus, cumprindo o que o Senhor havia dito, por meio dos seus profetas. Veio como luz, para iluminar as trevas da existência humana. Veio como Paz, para o atribulado povo em conflito.

Aproveite essa oportunidade e agradeça a Deus por Jesus Cristo, o Messias, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Volte-se para Ele e celebre a Deus por esse maravilhoso acontecimento histórico – o dia em que o Eterno irrompeu, de maneira humilde e singela, o nosso espaço-temporal limitado com o fim de nos revelar o Seu imenso amor. Glória a Deus nas maiores alturas.

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